quarta-feira, 2 de janeiro de 2019

O Vento

Depois do X.L. querer saber o que é o vento, foram muitos os que se quiseram juntar a ele para saber mais sobre o tema e em conjunto fizeram um projeto que já foi comunicado.




Foram muitas as aprendizagens realizadas não só para quem realizou o projeto mas também para quem ouviu a comunicação do mesmo. 
as perguntas eram:
O que é o vento?
Ele aparece de dia ou de noite?
Vem de que lado?
Como é que o vento faz os barcos andar?

Aprendemos que:
- o vento é o ar em movimento;
- o sol aquece a atmosfera e faz o ar movimentar-se. Desta forma, o vento seca a roupa, roda as torres eólicas fazendo eletricidade, abana as árvores, faz tornados...
- o vento aparece de dia e de noite
- aparece de todos os lados, vem do norte, sul, este e oeste
- o vento sopra a vela e faz força na mesma, faz movimentar e andar o barco!

No final da comunicação, com uma ventoinha, uma piscina e barcos à vela feitos com rolhas, o grupo fez uma experiência/ corrida de barcos de forma a explicar a força do vento e como é que ele faz os barcos movimentarem-se.



"O que as famílias têm em comum? O AMOR!"

Um dos direitos da Convenção Internacional dos Direitos da Criança diz que toda a criança tem o direito de ter uma vida e uma família. 
Para o pleno desenvolvimento da sua personalidade, a criança, necessita de amor e compreensão. Sempre que for possível, deverá crescer sob o amparo e responsabilidade da família, num ambiente de afeto e de segurança.
As crianças têm direito a uma vida digna dentro do seio familiar, mas uma família não significa somente que existam laços de sangue, mas sim em ter um nome ou um lar. 
E a Filipa, mãe do A.D. esteve na nossa sala, a falar sobre este direito e sobre as diferentes famílias com que nos vamos deparando no nosso dia a dia. 







Foi uma manhã tão cheia de aprendizagens, de questões, troca de opiniões e onde cada um se sentiu à vontade para falar das suas famílias e experiências. 

Obrigada Filipa por este momento tão importante.

Os nossos DIREITOS!

Em 20 de Novembro de 1989, as Nações Unidas adoptaram por unanimidade a Convenção sobre os Direitos da Criança (CDC), documento que enuncia um amplo conjunto de direitos fundamentais – os direitos civis e políticos, e também os direitos económicos, sociais e culturais – de todas as crianças, bem como as respectivas disposições para que sejam aplicados. 
Portugal ratificou a Convenção em 21 de Setembro de 1990.
A Convenção assenta em quatro pilares fundamentais que estão relacionados com todos os outros direitos das crianças:
  • não discriminação, que significa que todas as crianças têm o direito de desenvolver todo o seu potencial – todas as crianças, em todas as circunstâncias, em qualquer momento, em qualquer parte do mundo.
  • interesse superior da criança deve ser uma consideração prioritária em todas as acções e decisões que lhe digam respeito.
  • sobrevivência e desenvolvimento sublinha a importância vital da garantia de acesso a serviços básicos e à igualdade de oportunidades para que as crianças possam desenvolver-se plenamente.
  • opinião da criança que significa que a voz das crianças deve ser ouvida e tida em conta em todos os assuntos que se relacionem com os seus direitos.

  • Temos assim os 10 pontos que definem os direitos das crianças:
  • Todas as crianças têm o direito à vida e à liberdade.
  • Todas as crianças devem ser protegidas da violência doméstica, do tráfico humano e do trabalho infantil.
  • Todas as crianças são iguais e têm os mesmos direitos, não importando a sua cor, raça, sexo, religião, origem social ou nacionalidade.
  • Todas as crianças devem ser protegidas pela família e pela sociedade.
  • Todas as crianças têm direito a um nome e a uma nacionalidade.
  • Todas as crianças têm direito a alimentação, habitação, recreação e atendimento médico.
  • As crianças portadoras de deficiências, físicas ou mentais, têm o direito à educação e aos cuidados especiais.
  • Todas as crianças têm direito ao amor, à segurança e à compreensão dos pais e da sociedade.
  • Todas as crianças têm direito à educação.
  • Todas as crianças tem direito de não serem violadas verbalmente ou serem agredidas por pais, avós, parentes, ou mesmo a sociedade. 
Na nossa escola assinalamos sempre este dia e, este ano não fugiu à regra. Por isso, tivemos a visita da Marta, mãe da M.A. que ajudou na construção dos Direitos de cada um!






No final, fizemos uma exposição com todos os direitos!


Obrigada Marta, foram manhãs bem divertidas!

Quando as famílias nos adoçam a boca!

Quando as famílias gostam de estar na escola, quando os filhos gostam de os ter cá e quando a escola está sempre de portas abertas para as receber, os momentos de partilha e de culinária são muito mais deliciosos.
A Joana, mãe do R.A. veio à sala fazer Bolinhas de energia aqui fica o registo desta manhã tão divertida. 





Obrigada Joana volte sempre!

Depois foi a vez do Sandro, pai da M.A. vir fazer panquecas de banana e aveia. Foi só misturar os ovos, as bananas e a aveia...
E estavam tão boas!





Obrigada Sandro!



segunda-feira, 29 de outubro de 2018

Diálogos daqueles que outrora já foram girinos na barriga da mãe!

As reuniões da manhã são sempre momentos de muitas partilhas e em que aprendemos muitas coisas. Uns mais que outros vão-nos enchendo as manhãs com conversas sábias, deliciosas e com uma ingenuidade que nos cativa e nos deixa derretidas. Hoje foi uma dessas manhãs, não demos pelo tempo passar, o envolvimento de cada um, a vontade em descobrir cada vez mais coisas e em dar o contributo era tal que tornou este momento mágico.
Que fique aqui registado que o papel do adulto não é dar respostas imediatas, mas sim instigar a criança a participar, a ser ativo nas aprendizagens, a comunicar e a ter consciência que todos somos importantes neste processo de ensino/ aprendizagem. Por isso, o adulto não sabe nada e tem como função questionar e dar alicerces para que todos pensem em conjunto.

Leiam e deliciem-se!
Na reunião da manhã, o G.C. contou a seguinte novidade:
"Eu fui ao México quando estava na barriga da mãe."
"E levas-te uma mala com roupa?" (Xana)
"Não! (com cara estranha). Na barriga da mãe não precisamos de roupa!" (G.C.)
"Então, andaste no México nu e ao frio?" (Xana)
(Risos)
"Não, a água que está na barriga da mãe é quente!" (C.R.)
"Água? A barriga da mãe tem água? E os bebés não se afogam?" (Xana)
"Não Xana, eles bebem a água da barriga." (M.A.)
"Dentro da barriga da mãe, eles sabem nadar, quando saem já não sabem." (C.R.)
"Os bebés comem o mesmo que a mãe come." (M.R.)
"Mas esperem, a mãe mastiga a comida, engole e depois o bebé vai comer essa comida?" (Xana)
"Os bebés quando a mãe come tem um cordão que está ligado à barriga do bebé e ele come." (X.L.)
"Cordão? Mas a comida vai pelo cordão? E esse cordão está onde." (Xana)
"EU SEI! O cordão está ligado à maminha da mãe." (B.C.)
"Ah! E como é que sabes isso"? (Xana)
"Eu tenho um livro que explica o umbigo que tem um cordão radical por onde passa a comida." (B.C.)
"O meu irmão quando nasceu tinha um cordão que os médicos cortaram e agora já caiu. A mãe guardou os três cordões. Quando fica preto é sinal que vai cair." (C.R.)
"A mãe faz xixi e a barriga fica sem água." (D.C.)
"E o meu tio Dário disse-me que os bebés aprendem a nadar com a natureza. (D.C.)
"Os bebés antes de serem bebés são girinos. E quando são muitos fazem uma corrida." (X.L.)
"Os bebés não conseguem nadar quando a mãe tem uma barriga apertada." (M.M.)
"A minha mãe quando tinha o meu irmão na barriga teve que ir a hospital porque ele estava a crescer imenso." (R.A.)
"Os bebés podem sair pelos costas quando os médicos cortam as costas." (C.C.)
"Não, os bebés também podem sair pela barriga" (G.C.)
"Eu não sei como é que tiram o bebé da barriga." (J.C.)
"Eles também fazem cocó e xixi na barriga da mãe. Quando eu estava na barriga da mãe eu fazia. E o cocó e o xixi sai da barriga da mãe quando a mãe faz xixi e cocó." (L.R.)
"A minha mãe disse-me que quando os bebés nascem saem pelo pipi." (L.V.)
"Eu acho que é pela barriga, eu e a mana saímos pelo umbigo da mãe." (D.F.)
"Primeiro somos uma semente, depois crescemos." (C.R.)
"Pois, antes somos sementes, depois crescemos e somos girinos, depois fazem a corrida para a barriga da mãe e o que chegar primeiro fica a crescer e os outros não." (X.L.)
"E se forem dois a ganhar a corrida?" (Xana)
"Então, nascem os dois ao mesmo tempo. Eles têm um buraco que abre e fecha e quando fecha já não entram mais." (X.L.)
"Onde é que começa a corrida dos girinos?" (Xana)
"Eu não sei!" (X.L.)
"Quando eu estava na barriga da mãe eu fiz uma corrida." (G.C.)
"E onde é que era a meta?." (D.F.)
"Não sei, mas eu ganhei a corrida." (G.C.)
"Mas então esperem, se a barriga da mãe está cheia de água, o bebé está lá dentro e não se afoga, será que usa bóias?" (Xana)
"Não, Xana, não precisam porque estão sempre num sítio que está um fio a agarrá-los." (M.R.)
"A mãe quando está com a barriga grande não vai nadar, senão afunda-se." (X.L:)
"Mas a Xana quando estava grávida e com uma barriga muito grande caiu ao rio e não se afundou!" (Xana)
"Porque a barriga da Xana era a bóia!" (D.F.)

Agora vamos descobrir o que são os girinos e as suas corridas e muito mais....




quarta-feira, 24 de outubro de 2018

Uma linha, um objetivo!

Após a visita à casa das histórias Paula Rego, falámos muito das linhas e traços que a Paula Rego fazia nas suas obras.
Desta forma, lançámos o desafio do contorno de uma imagem com linhas finas e quase que infinitas.








 Com este trabalho pretendemos trabalhar a motricidade, coordenação, concentração e coordenação espacial.

Histórias nas obras de arte

Fomos à casa das histórias Paula Rego e em cada obra de arte que vimos, fosse ela de pintura, tecelagem ou escultura, ouvimos uma história e passo a passo entrámos no mundo fantástico desta artista.
"Príncipe Porco", "O Gato das Botas", "Batalha de Alcácer-Quibir", "Sopa da Pedra", ..., foram algumas obras que vimos e histórias que escutámos. 


Contudo, centrámo-nos nas obras que Paula Rego realizou influenciada pelo artista Daumier e onde dá maior importância ao traço e às linhas.

Foi então que sob a orientação da nossa guia Diana, que cada um foi construindo a sua obra de arte com traços variados. 







No final, enquanto visionavam um filme da vida de Paula Rego, cada um fez o seu retrato como a viam.

Aqui ficam as obras de arte de cada um.


terça-feira, 23 de outubro de 2018

De mãos dadas com a família

Em meados de setembro, surgiu uma curiosidade no grupo sobre os Pinguins de Barbicha. Lançámos o desafio aos pais/ familiares que nos quisessem dar uma ajuda. Este desafio foi aceite pela Pilar e pelo David, pais da L.V., que não se ficaram pela simples ajuda, e realizaram um projeto que vieram comunicar à sala.  
Depois de uma comunicação espetacular, a Pilar, o David e a L. trouxeram mais uma surpresa e, levaram este projeto para uma atividade de expressão plástica: fazer pinguins em origami. 



Ter a família na sala connosco continua a ser uma prioridade para nós, acreditamos que a partilha de conhecimentos entre a família e a escola é uma mais valia para o desenvolvimento e bem estar das nossas crianças. Por isso, continuaremos a incentivar a participação da família, envolvendo-a na dinâmica da sala e motivando-a para um papel ativo no nosso dia a dia.
Os novos desafios que vão surgindo e que são enfrentados por todos, são facilmente ultrapassados se família e escola caminharem juntos!

Resta-me agradecer à Pilar e David por esta manhã tão divertida e repleta de conhecimentos. Obrigada pela ajuda e cooperação, obrigada por embarcarem nesta aventura connosco! 


terça-feira, 2 de outubro de 2018

O Lobo ingénuo

Na sequência das histórias que vamos lendo e trabalhando ao longo da semana, "Um Capuchinho Vermelho" é uma história que nos surpreende pelo seu desenrolar e por não ter um final tão concreto como outras histórias que temos vindo a ler. Por isso, perguntámos o que terá acontecido ao Lobo depois de ter comido o rebuçado que o Capuchinho Vermelho lhe deu.


Aqui fica a interpretação de cada um à imagem da última página do livro.









terça-feira, 25 de setembro de 2018

Matemática... ou Não!

Nas muitas conversas que vamos tendo ao longo dos dias, surgiu a necessidade de sabermos quantas meninas e quantos meninos temos na nossa sala. À tarde e em grande grupo, sentámo-nos e eu comecei a escrever numa folha. A partir da primeira palavra que escrevi (Meninos), a vontade de participar e de se envolverem em todo o processo, abriu portas a descobertas incríveis e aprendizagens de consciência linguística e fonológica.


Entre perguntas e respostas, o contributo que cada um deu, foi fundamental para que o desejo e interesse de saber mais fosse aumentando. E foi assim que o D.C. falou nas palavras que rimam, abrindo as portas do mundo das rimas...


Foi então que o R.A. falou nas palavras "Mundo" e "Murro" como palavras que rimam...abrimos mais uma porta e fomos perceber o que se passava com estas duas palavras.


Esta tarde que era dedicada à matemática, acabou numa tarde recheada de palavras e de curiosidades acerca da nossa língua. E estas descobertas só foram possíveis uma vez que lhes foi dado espaço para comunicar, participar e contribuir. 
Quando as aprendizagens são feitas a partir dos seus interesses têm um sabor muito especial.


E o trabalho de matemática não foi esquecido pois foi realizado no dia a seguir...